sábado, 23 de outubro de 2010

Preciso ser.
Outra vez quando vi o sangue percorrer sobre o meu pulso, vi a pureza da vida. Cada vez mais, iam escorrendo mais sangues pelo meu braço, e a carne cada vez ficava mais dolorida. Ossos começaram a aparecer, evidentemente, era o que eu disse: a convicção de ter, sempre morre!
Hoje não penso em expor determinações que me fazem bem, ou que vão me deixar bem. Eu simplesmente olhei para o meu corpo, e me imaginei em um cemitério, justamente quando eu estava prestes a desistir. Mas o orgulho em continuar falava mais alto, e comecei a emitir sonhos, a intensificar mais as situações, pretendi ir mais além.
E substitui a dor pelo amor, uma lágrima por um sorriso, o mal com o bem. Tento continuar, mas ainda me falta forças, tento propor os caminhos certos, mais o mal me atinge, exclamo que não basta só viver, basta se arrepender, e deixar fluir necessidades que a vida os propõe.
Seremos como uma águia voando sobre o céu, branca como os corpos vivos, olhos vermelhos como o sangue, e com asas que um dia poderão cair.
                                                                                                               Amanda Paulik.

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