terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sem precisar de sentir a dor.

Um tenebroso vento passa pelo meu corpo, o frio em tentar determinar um final. Preso em um sentimento escuro, sem saber o que sentir, o que falar, o que dizer[...] Folhas secas estão caídas pelo chão, um execissivo temor, uma associação forte, sem saber o que realmente pode-se sentir.
Algo vedado esconde-me da verdade, foi algo equivalente ao sofrimento, fui e sou incapaz de determinar o que sinto. Coisas tão naturais acontecendo que são fundamentais, para alguém que ainda não sabe o que é viver. E a primavera chega, folhas lindas nascem, a paisagem linda, se torna mais maravilhosa, o mar fica mais azul. Azul como um olhar, azul como a 'água', azul como a verdade. 
No decorrer desse tempo, aprende-se a viver, a utilizar palavras compensativas, e a preparar cobertas quentes, para pressupor o final sem precisar de sentir, mais uma vez, a dor.

Amanda Paulik

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